Piores posts de Felipe Silva

Uma seleção com frases postadas no Facebook.

- Duvido de todas as pessoas que se definem com mais de três adjetivos e se auto-intitulam profissionais em mais de uma profissão.

- Falar errado é feio. Mas corrigir os outros é falta de educação.

- Arrogância é estátua. Humildade é pombo.

- “Em briga de Saci qualquer chute é voadora.” (autor desconhecido)

- Quando alguém começar a frase com “posso fazer uma observação”, tenha certeza que será um comentário desfavorável.

- Faz tempo que eu não tenho tempo.

- Chato: aquela pessoa que toda vez que você encontra se arrepende de um dia ter dito “Prazer em conhecê-lo”.

- Tempo eu não tenho. Dinheiro eu não tenho. Conclusão: tempo é mesmo dinheiro.

- Confusão é um bipolar com crise existencial.

- Quem encaminha e-mail de correntes merece levar uma correntada.

- Falar bem de si mesmo é tão feio quanto falar mal dos outros.

- Mulher feia com silicone é um barraco com piscina. Tem gente que vai mergulhar, mas ninguém quer passar muito tempo naquela merda.

- Tá todo mundo saindo do orkut e vindo para o Facebook. Voltarei para lá. Tenho certeza que aquilo vai ficar uma maravilha em pouco tempo.

- Fato: carioca chega em qualquer janela e procura o cristo.

- O Listerine é o Merthiolate bucal.

- Ideias: as que preciso não tenho. As que tenho não preciso.

- Antes a insônia que me faz passar as noites em claro do que a ignorância que faz essa gente passar os dias no escuro.

- Que fique claro: “A Arte da Guerra” de Sun Tzu, é um livro sobre guerra e não sobre marketing.

- Na internet liberdade de expressão é: eu falar o que penso sobre você. Ofensa é: você falar o que pensa sobre mim.

- Se o novo rico pode comprar tudo, por que não compra bom gosto?

- Quem comete suicídio não pode ser chamado de vítima. Tem que ser chamado de assassino.

- Do jeito que as coisas vão, daqui a pouco vai ter gente no presídio dando check-in no Foursquare.

- Tem gente contando os dias para o carnaval. Eu já estou contando os dias para o ano novo.

- Você não parece inteligente quando posta frases bonitas. Parece um biscoito da sorte.

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Contos em síntese

#1 – Era tão idiota, mas tão idiota, que nunca se deu conta disso.

#12 – Era uma vez um trem. Que partiu.

#7- Encontraram-se no metrô. Olharam-se nos olhos. E nunca mais se viram.

#4- Marcos matou Carlos porque queria casar com Glória. Marcos foi preso e Glória foi morar em Joinvile.

#33- Sonhava que ia ser astronauta. Virou enfermeiro de um posto de saúde.

#40- Era um lutador com cara de mau e tudo. Mas encontrou um fracote com um 38 na mão.

#71- Últimas palavras do guerreiro mais velho do mundo: “se der tempo de correr, corra.”

#89-  Tinha tanta raiva do mundo que virou garçom só para cuspir na comida dos outros.

#26- Era um homem tão rico que não pedia licença. Comprava.

#10- Era tão famoso que nunca gastava nada. Pagava com cheque e as pessoas guardavam como autógrafo.

#16- O céu é mais perto do que o outro lado da rua. Provou o distraído ao atravessar a avenida.

#98- Era uma terra onde pensar custava caro. E tinha gente que passava anos sem gastar um tostão.

#67- O casal: a menina era linda e tinha os olhos verdes. O rapaz era rico.

#55-  O assalto: cruzou com um negrinho na rua, chegou em casa e disse que quase foi assaltada.

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Cenas da vida pós-moderna

Duas meninas conversam no shopping:

-       Ah, mas ele é lindo.

-       Lindo, mas não tem carro. Não pego ninguém que não tem carro.

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De um senhor com cara de malandro para um rapaz mais novo:

-       Antigamente a gente resolvia na porrada. Quem era bundão não podia sair de casa. O revólver tirou os bundões de casa e trouxe pra rua.

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Um garoto e uma garota conversando no metrô. Os dois aparentando uns 19 anos:

-       Nossa, e aquela moreninha linda lá ontem? Olhei pra ela e pensei: tenho que beijar essa boca.

(Quem disse isso foi a garota.)

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Um cara falando sozinho (e alto) no ônibus:

-       Vou voltar. Mas tenho que avaliar as variantes. Porque vou ter que pagar os valores com referência de 2008… Não, não posso voltar assim. Tenho que fazer uma consulta ao corpo de decisões e saber a opinião deles sobre o meu retorno… Sim, o cálculo dos valores é sempre referencial para todo e qualquer cidadão.

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Uma mãe, com uma bolsa Victor Hugo, diz para uma atendente do McDoonald’s, após ela dar duas opções de brinquedo para o filho escolher uma e o garoto querer as duas.

-       Ah, olha, menina, ele quer os dois. Não pode? Deixa ele ficar com os dois. É que ele é igual a mim, quando cisma que quer uma coisa não adianta querer tirar dele. Deixa eu ver com o gerente se ele pode ficar com os dois.

(Em tempo, o garoto tinha uns 3 anos)

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Um grupo de meninas adolescentes conversando em frente a uma estátua no centro. Uma delas diz:

-       Mau pai disse que a estátua do Cristo Redentor veio da frança.

Uma outra responde:

-       Ah, eu não acredito nisso. Que avião ia conseguir voar com uma estátua desse tamanho dentro?

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Indignado, um gordinho comenta com os amigos:

-       Porra, todo mundo que vai zoar o Ronaldo Fenômeno fala que ele é gordo. Caralho, o cara comeu três travecos, três! Ser gordo não é pior que isso.

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De uma amiga em um e-mail para mim:

-       Deus alcança quem quer se deixar alcançar.

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… Vida que segue para uns. Vida que cegue para outros.

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Para que tanto?

Bastam as pequenas coisas do mundo. Água limpa, ar puro, comida fresca.

Talvez um livro do García Márquez e um violão para passar o tempo.

Basta a tristeza longe. A felicidade interior. Nenhum segredo para contar.

Basta a vaidade fora. A roupa do corpo. O brilho dos olhos.

A ambição do próximo minuto. A espera do próximo abraço. A certeza de estar junto.

Basta um teto de estrelas. Paredes de horizontes. Chão de areia branca.

Banho de mar, de sol, de chuva.

Basta a recíproca verdadeira.

O amor só precisa de simplicidade para sobreviver.

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Sobre a morte do meu amigo.

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Obs: Gostaria escrever um belo texto sobre a morte do meu amigo/primo/companheiro de banda e sonho, Romário. Mas, no momento, o que sinto é o que está aí em cima: um imenso vazio e um monte de interrogações.

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Tudo. Menos educação.

Uma mulher com um bebê no colo. Dois adolescentes com cabelos esquisitos.
O vento entrando pela porta que abre, pessoas comuns descendo e subindo.
Solidão nos rostos pálidos de frio.
O olhar vazio de quem senta ao lado.
O trânsito do lado de fora, ironicamente, impedindo de transitar.

Amarelo. Vermelho. Verde.

O pedinte que discursa para mulher fingindo dormir.
Bocejos passando de boca em boca.
Dinheiro. Troco.
Homens de casacos de moletom.
Meu pensamento nos problemas que não resolvi.
Uma menina arrogante e seu livro de auto ajuda.

Pressa.

Notícias do dia anterior e as notas pagas nos jornais gratuitos.
Fones tocando música alta nos próprios ouvidos.
Celulares tocando música alta nos ouvidos alheios.
Ar poluído enchendo os pulmões.
Sorrisos automáticos.
Muitas vidas, muitos sonhos, muitos destinos.
Quase uma centena de pessoas.

Tudo isso. E nenhum bom dia.

Assim foi o ônibus que eu peguei hoje.

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Carta aberta aos meus amigos.

Meus caros,

Dizem que o tempo ensina. Que a vida ensina.

Minha mãe sempre me dizia para eu tomar cuidado ao escolher minhas amizades. Já o livro do “Eclesiástico” me dizia: “Sejam numerosos os que te saúdam; mas teus conselheiros, um entre mil”.

Conselho de mãe e conselho da bíblia são coisas que devem ser levadas em consideração. Por isso, vivi muito tempo com essa responsabilidade de escolher poucos e bons amigos. Selecionando, avaliando. Um trabalho árduo.

Quando, enfim, fiz meus primeiros amigos, eles me ensinaram justamente o contrário. Amigos não se escolhem. Eles é que escolhem a gente. E, não sei por qual razão, vocês me escolheram.

Mas a vida nos mete em tantas embrulhadas e desembrulhadas, que a gente acaba se afastando. Sem os amigos por perto, como remediar a solidão? Fazendo novos?

Achei absurdo. Fazer novos amigos, implicaria em substituir os antigos. Certeza eu tinha de que amigo não é como endereço, que a gente troca de acordo com a cidade.

Já dizia a raposa ao menino: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas”.

Eu, na minha frágil decência por não abandonar meus amigos, passei a me esconder para não ser escolhido por outros.

Mas vocês me ensinaram outra lição.

Que amigo é conta de somar. É conjunto infinito. Não se faz novos amigos. Se faz mais amigos. Adiciona-se novas peças a sua galeria. Diferentes das outras, mas de igual valor.

A amizade não é ciência complicada. Fazer amigos deve ser o único dom dado em igual porção a todos os humanos. Até o mais cruel dos bandidos tem amigos.

Ter amigos é direito, não dever.

A lógica do mundo é pensar no próprio bem. A lógica da amizade é pensar no bem do outro.

E dizem que o tempo ensina. Que a vida ensina. Coisa nenhuma… Quem me ensina são vocês, meus amigos.

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Quintana explica.

Alguns Aurelianos amigos tem se impressionado um pouco com umas coisas que deixo escapar quando escrevo esses textos. Uns me interrogam preocupados:
-    Você conta mesmo os pacotinhos de açúcar?
-    Que é isso de ficar reparando nas pessoas na rua?
-    Como você não pisa em tampas de bueiro?
-    Você tá ficando obsessivo compulsivo?
-    Maluco pra cacete, hein?

Acalmem-se, amigos. Não estou precisando de nenhum psicólogo ou psiquiatra. Essas minhas maneiras, Freud explica? Não. No meu caso, só mesmo um texto do mestre Mario Quintana pode explicar.

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O estranho caso de Mister Wong. (Mario Quintana)

Além do controlado Dr. Jekyll e do desrecalcado Mister Hyde,
há também um chinês dentro de nós: Mister Wong.
Nem bom, nem mau: gratuito.
Entremos, por exemplo, neste teatro. Tomemos este camarote. Pois bem, enquanto o Dr. Jekyll, muito compenetrado, é todo ouvidos, e Mister Hyde arrisca um olho e a alma no decote da senhora vizinha, o nosso Mister Wong, descansadamente, põe-se a contar carecas na platéia…

Outros exemplos?
Procure-os o senhor em si mesmo, agora mesmo.
Não perca tempo. Cultive o seu Mister Wong!

Sapato Florido, Editora do Globo, Porto Alegre, 1948

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Acho que agora vocês conseguiram me entender, né?

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Mande esse texto para dez pessoas e seja reconhecido como um idiota.

Sabe aquele tipo de gente que manda e-mails de correntes? Aqueles que dizem que se você encaminhar a mensagem para um determinado número de pessoas algo acontece? Eu, Aureliano mal humorado, odeio essas pessoas. Mas odeio mesmo. Muito!

Toda semana recebo uns cinco e-mails desse tipo. Tem de tudo: corrente do amor, do dinheiro, da amizade; de achar pessoas, até de encontrar um dono para a cachorrinha poodle cega.

Sempre que vejo um e-mail desses na minha caixa de entrada tento imaginar o que passou pela cabeça do idiota quando resolveu mandar isso. Em que momento de sua existência estúpida, ele pensou:
-    Uau! Se eu mandar esse e-mail, com a foto de Jesus escondida em uma paisagem, para 10 pessoas, vou receber uma grande bênção!

Porra, bicho! Sério?
Então, o cara tem a convicção de que Jesus está sentado ao lado direito do pai, com um notebook Dell na mão, contabilizando em uma planilha do Excel quantos e-mails ele mandou? É isso? A multidão dos anjos e dos santos agora é uma grande empresa de T.I.? Pra que rezar, amar o próximo, doar as coisas aos pobres? Vamos mandar e-mail de corrente!

E a quantidade de Aurelianos conhecidos, que eu julgava ter um mínimo de inteligência, enviando essas coisas? Gente Graduada, Pós-Graduada, Mestrada e o escambau. Mas que um belo dia, acha que se encaminhar alguns e-mails vão ficar milionários.
Dez e-mails. Puf! Um bilhão na conta.

Será que eles esperam acontecer? Mandam os e-mails e ficam lá, sentados, esperando a bênção chegar, ou o dinheiro pintar na conta?
Espera… espera…
E aí? Não acontece absolutamente nada. O que você acha que eles fazem? Param de acreditar, sentem vergonha, nunca mais saem de casa? Jamais! O máximo que vão pensar é:

− Corente de merda. Vou passar essa outra aqui.

Dessa vez mandam a do menininho que foi encontrado nas ruas de Brasília, bem vestido e sadio.
“Ajude a achar a família dessa criança!!!”.

Recebo essa mensagem desde 2002, mais ou menos. Mas no e-mail o garoto sempre foi encontrado na semana passada. A foto é a mesma, há quase 10 anos. Ele nunca envelhece.

Porra, bem vestido, sadio e nunca envelhece, eu conheço: é o Peter Pan. Não é à toa que a galera dele se chama “Meninos Perdidos”. Alguém sabe o número da Wendy, ou da Sininho, para a gente entregar o moleque?

Basta uma pesquisa no Google para ver que qualquer corrente é mentira. Porém, as pessoas que mandam isso não vão se dar o trabalho de fazer uma simples pesquisa no Google. Pra quê? Eles confiam naquilo. Eles tem certeza que o MSN vai ser pago a partir do ano que vem. Que têm agulhas contaminadas com o vírus da Aids em cadeiras de cinemas. Que o Orkut vai deletar o perfil de quem não mandar vinte e-mails. E que todos aqueles textos, com piadas do tempo da vovó, são do Luis Fernando Verissimo.

Por favor, Aurelianos, FWD e ENC não são siglas da palavra verdade. Antes de mandar um e-mail desses para qualquer pessoa, duvide.
Por que, podem não te dizer, mas acham você um idiota.

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Confesso.

Sou um Aureliano que nasceu canhoto e virou destro por que foi forçado. Niteroiense por sorte, Flamenguista por sanidade.

Tenho a incorrigível mania de pensar sempre em outra coisa. O que me levou a criar uma obsessão por observar as pessoas.
Não piso em tampas de bueiros, não deixo a chave atravessada na porta e não gosto do cabide virado para a porta do armário. Calço sempre o pé esquerdo do tênis primeiro. Gosto de andar do lado esquerdo da rua. Conto todo tipo de coisa, desde gente, até pacotinhos de açúcar. E odeio gente que fala muito de perto.

Já corri de polícia, fui ameaçado pela polícia e já trabalhei na polícia.
Ando rápido por que não gosto de perder tempo. Aprendi, desde cedo, a ficar sozinho por muito tempo. Aprendi a tocar violão sozinho, em pouco tempo.

Não tenho muitos amigos, mas os que tenho são amigos de verdade. Inimigos? Quase nenhum que possa, realmente, me fazer mal.

Já montei uma banda e toquei em mais de 100 palcos com ela. Fiz show lotado com gente cantando as minhas músicas e show para 5 pessoas que não estavam nem aí para as minhas músicas.
Entrei de penetra em festa e dancei valsa com a aniversariante. Entrei de convidado em festa e roubei o bolo da aniversariante.
Lutei Karatê até a faixa vermelha. Briguei na rua até os 17. Pichei muro até os 19.

Sou fanático por cinema, mas nunca chorei vendo um filme. Sou fanático por livros e já chorei lendo um. Já dirigi um filme e morro de vergonha de que alguém veja.
Sou mal humorado por força das circunstâncias. Sou bom coração, mas não acredito em caridade.

Trabalhei como bandeirinha de Moto Gp, como roadie de uma banda que tocava em casamentos, como assistente de escritório e, hoje, sou Publicitário. Contei uma piada e ganhei um estágio. Contei muita mentira para ganhar mulher. Contei verdade e não ganhei nada.

Já me apaixonei pela garota errada, pela garota certa e pelas duas ao mesmo tempo. Hoje, me apaixono todo dia pela mesma. Tenho medo de ser grosso demais com as pessoas e de magoar quem eu gosto. Às vezes acho que estou sempre certo. Outras que estou sempre errado.

Conheço a lei dos cossenos de cabeça, mas não sei onde aprendi. Consigo guardar na memória capítulos inteiros dos livros que leio, diálogos dos filmes que vejo, mas, nunca lembro os nomes de quem conheci.

Vi uma arma apontada para mim duas vezes. Sofri preconceito mais de uma centena de vezes.
Ainda vou correr uma maratona. Ainda vou adotar uma criança. Ainda vou escrever um livro.
Mas, por enquanto, um dia de cada vez. Sem pressa.

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