Uma mulher com um bebê no colo. Dois adolescentes com cabelos esquisitos.
O vento entrando pela porta que abre, pessoas comuns descendo e subindo.
Solidão nos rostos pálidos de frio.
O olhar vazio de quem senta ao lado.
O trânsito do lado de fora, ironicamente, impedindo de transitar.
Amarelo. Vermelho. Verde.
O pedinte que discursa para mulher fingindo dormir.
Bocejos passando de boca em boca.
Dinheiro. Troco.
Homens de casacos de moletom.
Meu pensamento nos problemas que não resolvi.
Uma menina arrogante e seu livro de auto ajuda.
Pressa.
Notícias do dia anterior e as notas pagas nos jornais gratuitos.
Fones tocando música alta nos próprios ouvidos.
Celulares tocando música alta nos ouvidos alheios.
Ar poluído enchendo os pulmões.
Sorrisos automáticos.
Muitas vidas, muitos sonhos, muitos destinos.
Quase uma centena de pessoas.
Tudo isso. E nenhum bom dia.
Assim foi o ônibus que eu peguei hoje.
Quando cheguei na parte do “Muitas vidas”, não me contive e completei. Muitas vidas. Muitas delas, quase sem vida. Triste, porém real. =/
Gênio, JP.
É tudo triste, porém tudo reaal.
Valeu pelo comentário, amigo.
Um meio de transporte coletivo, um lugar em que as pessoas dividem o mesmo espaço físico. E o coletivo para por aí.
Bom texto. Abraços